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Assessor é exonerado após invadir programa ao vivo, xingar e pedir reeleição de Lula

Assessor é exonerado após invadir programa ao vivo, xingar e pedir reeleição de Lula O assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros foi exonerado nest...

Assessor é exonerado após invadir programa ao vivo, xingar e pedir reeleição de Lula
Assessor é exonerado após invadir programa ao vivo, xingar e pedir reeleição de Lula (Foto: Reprodução)

Assessor é exonerado após invadir programa ao vivo, xingar e pedir reeleição de Lula O assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros foi exonerado nesta quinta-feira (30) após invadir a transmissão ao vivo do programa da Globonews, Estúdio i, proferir um xingamento e pedir a reeleição de Lula. A decisão de exonerar o Secretário Parlamentar foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União e assinada pelo presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta. (Veja no vídeo acima). O momento da invasão ocorreu próximo ao fim do programa, durante uma entrevista conjunta com os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, e Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na casa. Os entrevistados respondiam perguntas referente ao veto do PL da Dosimetria. 🔎 A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ao ser questionado do porquê da oposição não ter insistido na abertura da CPMI do Banco Master, o parlamentar disse que o governo quer colocar a 'bomba do Master' no colo da oposição. Enquanto o oposicionista respondia sobre o tema, o assessor do Deputado André Janones (Rede Sustentabilidade-MG) chegou por trás do deputado. "Anistia é o caralho, Lula reeleito", disse Barros antes de sair de frente à câmera. A reação do parlamentar foi imediata. "Vocês estão vendo como é? Eles são desse jeito, não aceitam a derrota", disse Cabo Gilberto Silva. Segundo nota divulgada posteriormente pelo deputado oposicionista, Bernardo Barros foi abordado após a entrevista e encaminhado à Polícia Legislativa. (Leia a nota na íntegra no fim da matéria.) O resultado da votação foi visto como uma segunda derrota do governo nesta semana, após a rejeição histórica ao nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Senadores comemoram derrubada do veto ao PL da Dosimetria Antes da invasão, Lindbergh disse que o Brasil foi derrotado e chamou a votação de 'golpe', que seria comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado. "Com dois objetivos, livrar a cara de Bolsonaro e dos generais golpistas, mas fazer um grande acordão de blindagem das investigações da Polícia Federal. Ninguém pode controlar a Polícia Federal. Tem muita gente aqui com medo da Polícia Federal," disse o governista. Questionado sobre o acordão costurado para a votação do dia e as blindagens no caso Master, Cabo Gilberto Silva disse que quem não quer investigações é o governo. "O desespero é tremendo porque as pesquisas mostram que ele é um produto vencido. Derrota histórica para o governo Lula, derrota histórica para o STF." O líder da oposição ainda chamou a tentativa de abolição do estado democrático de direito no 8 de janeiro de 'farsa' protagonizada pelo STF e governo Lula. Veto ao PL da Dosimetria derrubado Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial (VET 3/2026) ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023. Geraldo Magela/Agência Senado A Congresso Nacional rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O projeto pode beneficiar ao menos 190 pessoas condenadas por atos antidemocráticos, segundo o último balanço feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Isso inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (entenda mais abaixo). Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra. Para que o veto fosse derrubado, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. 🔎 Deputados e senadores votaram separadamente, em uma sessão conjunta do Congresso Nacional. LEIA MAIS: PLACAR: Veja como votaram os deputados sobre veto de Lula ao PL da Dosimetria Veja comemoração da derrubada do veto na Câmara Após rejeição à indicação de Messias, Alcolumbre evita perguntas da imprensa: 'Vocês sabem mais do que eu' Manobra antes da votação Antes da votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adotou uma manobra para evitar conflito com outra lei em vigor. Ele retirou da análise do Congresso um trecho do PL da Dosimetria por contrariar a chamada Lei Antifacção, que endureceu regras para progressão de regime. Esse trecho retirado por Alcolumbre, na prática, facilitava a progressão de regime para condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos. A medida de Alcolumbre é incomum e funcionou como um “desmembramento” do veto do presidente Lula, que foi integral, isto é, a todo o projeto. Dessa forma, ou seja, retirando uma parte, o Congresso poderia derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetra e, assim, manter o projeto, sem prejudicar o PL Antifacção no que tange a progressão de regime. Como o veto de Lula foi integral, o normal seria votar o texto por completo. Mas para evitar que a derrubada reintroduzisse esse trecho mais brando, Alcolumbre declarou a “prejudicialidade” dessa parte — ou seja, ela foi retirada da votação. Essa manobra não é comum, mas foi adotada para impedir mudanças nas regras aplicadas a condenados por crimes mais graves. Situação de Bolsonaro Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe. Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar ao regime semiaberto em 2033. Especialistas estimam que, quando o projeto começar a valer, o ex-presidente pode migrar de regime em um prazo entre dois e quatro anos. O texto impede a soma de dois crimes — abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado —, estabelecendo que deve ser aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade. A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança. Próximos passos O texto será encaminhado para promulgação. O presidente Lula terá até 48 horas para promulgar a lei. porém, o PT já adiantou que vai recorrer da decisão no STF. Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa. Após a promulgação e publicação oficial, a nova regra passa a valer. Mesmo após entrar em vigor, a lei poderá ser questionada no STF, que poderá decidir sobre a validade das mudanças. A votação ocorreu em meio a uma crise entre o governo e o Congresso. Na quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o STF — a primeira vez desde 1894 que um indicado ao Supremo foi barrado. Nota de Cabo Gilberto Silva: "A Liderança da Oposição na Câmara dos Deputados manifesta veemente repúdio ao ato de covardia e desrespeito praticado por um servidor da Casa durante entrevista concedida hoje à GloboNews. Enquanto eu debatia, de forma serena e democrática, com o líder do PT, o agressor invadiu a entrevista, tomou o microfone da jornalista, gritou ofensas e tentou fugir, como manda a cartilha da esquerda: agredir e correr. Após a entrevista, o agressor foi abordado e, em postura visivelmente agressiva, partiu para o confronto, sendo então encaminhado à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados. Os fatos foram registrados e as providências cabíveis serão tomadas. Quem agride não será tratado como vítima. É preciso registrar com clareza: o agressor era servidor da Câmara dos Deputados. Um funcionário público, pago com dinheiro do contribuinte brasileiro, usou a estrutura desta Casa para atacar a oposição e tentar silenciar a imprensa. Diante do ocorrido, o Presidente da Câmara, Deputado Hugo Motta, determinou a imediata exoneração do servidor. Reconhecemos a postura firme e correta do Presidente Hugo Motta. A exoneração é o mínimo. Mas seguiremos cobrando: como um indivíduo com esse perfil chegou a ocupar um cargo dentro da Câmara? Quem o indicou? Quem o protegia? Quantos outros militantes disfarçados de servidores estão hoje, neste momento, ocupando cargos pagos pelo contribuinte dentro desta Casa? Não se trata de um episódio isolado. É o retrato fiel de um projeto político que não tolera o contraditório, que não respeita a imprensa e que não aceita o voto do povo brasileiro. Quando faltam argumentos, sobram gritos. Quando faltam fatos, sobram ofensas. Quando falta caráter, sobra agressão paga com dinheiro público. A esquerda brasileira tem demonstrado, repetidamente, sua incapacidade de conviver com a divergência. Interrompe, grita, ofende e parte para a agressão. Esse é o método. E quando o agressor é um servidor público, o método se torna ainda mais grave: é o aparelhamento da máquina sendo usado contra quem fiscaliza o governo. Enquanto isso, o povo brasileiro acompanha os escândalos que se acumulam: o Banco Master, a fraude do INSS contra os aposentados e tantos outros casos cujas digitais apontam para o mesmo lugar. A tentativa de silenciar a oposição com gritos, ofensas e agressões é a confissão de quem não tem como defender o indefensável. Não me intimido. Sigo firme, com a mesma coragem que marcou minha trajetória pública, denunciando os desmandos deste governo e defendendo, sem recuo, a anistia, a liberdade e a honra do povo brasileiro. Gritos não calam a verdade. Ofensas não apagam os fatos. Agressões não calam a oposição. O debate democrático exige respeito, civilidade e compromisso com os fatos. Reafirmo meu compromisso com a defesa da democracia, com a liberdade de imprensa e com o direito sagrado do povo brasileiro de ser ouvido e respeitado. Não nos calarão. "