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Candidatos ao Senado pelo RS debatem violência contra a mulher, programas sociais e corrupção

Candidatos ao Senado pelo RS participam de debate realizado pela TV Pampa Reprodução Oito candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul participaram de um debat...

Candidatos ao Senado pelo RS debatem violência contra a mulher, programas sociais e corrupção
Candidatos ao Senado pelo RS debatem violência contra a mulher, programas sociais e corrupção (Foto: Reprodução)

Candidatos ao Senado pelo RS participam de debate realizado pela TV Pampa Reprodução Oito candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul participaram de um debate promovido pela TV Pampa nesta quinta-feira (20). Estiveram presentes Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). Diversos temas foram abordados durante a 1h30 de debate, como violência contra as mulheres, reformas tributária e administrativa, programas sociais, infraestrutura, corrupção, entre outros. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Foram quatro blocos (leia abaixo as regras). O primeiro bloco foi destinado às apresentações dos candidatos. Nos dois próximos, os políticos puderam formular questionamentos uns aos outros em tema livre. O último bloco foi direcionado às considerações finais. Agora no g1 Durante as discussões, um direito de resposta, no tempo de 1 minuto, foi concedido. Foi quando Milton Cardoso (PSDB) chamou Paulo Pimenta (PT) de "cara de pau". Leia também: Primeiro debate tem troca de acusações, ataques diretos e poucas propostas Quem são os candidatos ao governo do RS Quem são os candidatos ao Senado no RS O deputado estadual Frederico Antunes (PSD), líder do governo Eduardo Leite (PSD) na Assembleia Legislativa, abordou gargalos logísticos do estado. "Para fazermos qualquer avanço em investimentos em áreas estratégicas, para melhorar a logística em qualquer lugar do mundo, precisa ter o equilíbrio fiscal. Esse desarranjo fiscal que existe hoje em nível nacional impede a possibilidade do cumprimento de promessas, de compromissos. Em relação à estrada Oswaldo Aranha (BR-290), que liga o Brasil ao Cone Sul da América, onde temos um dos maiores comércios em relação internacional do Brasil. Também traz o maior número de turistas terrestres para o país. E nós não estamos vendo obras andarem na BR-290, fazendo com que o estado como um todo trave", afirmou Frederico Antunes. Ex-governador gaúcho, Germano Rigotto (MDB) falou sobre reforma tributária de reforma administrativa, temas que tratou no Congresso Nacional como deputado federal. "A Reforma Tributária não é a reforma que eu trabalhei tanto. Andei pelos 26 estados da federação, conversando com todos os setores. Não sei quantos no Congresso Nacional, talvez muitos tenham viajado a passeio. Eu viajei a trabalho e sei o que representa avançar na direção de um sistema tributário diferente desse que nós temos. A proposta aprovada no Congresso Nacional não vai na direção do que eu esperava efetivamente de racionalização, de simplificação. Mas acredito que, se aperfeiçoarmos ela durante esse período de transição, poderemos ter um sistema tributário muito melhor do que o atual. É o trabalho que farei no Senado Federal", afirmou Germano Rigotto. A ex-deputada federal Manuela d'Ávila (PSOL) abordou temas sobre feminicídio e violências contra as mulheres, afirmando que busca equiparar o ódio de gênero ao crime de racismo. "Sou a única mulher nesse debate. Nosso primeiro compromisso deve ser transformar o ódio contra as mulheres em crime, igual o racismo. Tem gente aqui entre nós que é contra. Aliás, ele chega a ser contra mulheres e homens receberem o mesmo salário. Acredito que mulheres precisam ser bem remuneradas, para que possam sair de situações de violência doméstica. Precisamos construir uma política de aluguel social para que essas mulheres interrompam o ciclo da violência rapidamente. Que possamos auxiliá-las financeiramente, como o município de Niterói faz, onde há 20 meses nenhuma mulher seja vítima de feminicídio", afirmou Manuela d'Ávila. O deputado federal Marcel van Hattem (Novo) criticou o Partido dos Trabalhadores e a atuação de parlamentares de esquerda durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) do INSS. "Paulo Paim, senador da República do PT, que diz defender aposentados, apareceu na CPMI do INSS só para votar a blindagem do Lulinha. Não vi ele nem uma vez para fazer uma pergunta para algum dos criminosos que estavam sentados ali, Careca do INSS e outros que passaram pela CPMI. Ali vimos quem tinha interesse em investigar. Nenhum deputado do PT assinou o pedido de investigação da CPMI do INSS, e quem queria proteger corruptos. E é por isso que a gente precisa trabalhar para combater a corrupção e acabar com esse consórcio entre o PT e o STF que está trazendo tanto mal e corrupção ao nosso país", afirmou Marcel van Hattem. O jornalista Milton Cardoso (PSDB) foi outro candidato que mirou o PT, tecendo críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O PT está destruindo o Brasil. Esse governo já destruiu o Brasil. É uma questão de sobrevivência tirar a esquerda do poder em outubro. É a eleição mais importante da minha geração. A Faria Lima liquidou R$ 255 bilhões. Eles atendem a Faria Lima e ao mesmo tempo estão construindo a desgraça com o Bolsa Família, com assistência social, que não traz absolutamente nada de retorno. O cidadão tem que receber assistência social, mas tem que dar contrapartida, o que não acontece porque eles querem formatar o curral eleitoral que é histórico no PT", afirmou Milton Cardoso. O deputado federal Paulo Pimenta (PT), ex-ministro da Secom e líder do governo Lula, destacou sua atuação à frente da Secretaria Nacional da Reconstrução do RS e o papel do governo federal na recuperação do estado após as enchentes de 2024. "Fui ministro da reconstrução e tenho uma proposta que é a ideia do (programa) Compra Assistida, que não existia. Temos, a partir de agora, a possibilidade de proporcionar que as famílias possam comprar casas prontas, que já existem. Tem 13 mil famílias já morando nestas casas aqui no RS. Estou propondo que esse seja um programa nacional. Já entreguei muitas obras. São mais de 1.500 planos de trabalho já aprovados com recursos liberados para as prefeituras. No Compra Assistida, são 13 mil famílias morando nas suas casas e temos mais 12 mil imóveis sendo construídos", afirmou Paulo Pimenta. O poeta e compositor Renato Jaguarão (Cidadania) criticou ideologias partidárias, afirmando que não tratará do tema no Senado, caso eleito. "Não tenho político de estimação e nunca vou ter. Olha onde chegou a nossa política. Estamos aqui num debate e a gente só fala em ideologia partidária. Não se fala no salário dos aposentados, que muitas vezes não conseguem pagar o remédio na farmácia. Não se fala no salário mínimo, que as pessoas perderam o poder de compra. Não se fala na desigualdade. 80% dos brasileiros recebem abaixo de R$ 3 mil. Isso parece que é tema que não precisa ser tratado. Eu não vou para o Senado para tratar de questões ideológicas. Vou para tratar da vida dos gaúchos e do nosso RS", afirmou Renato Jaguarão. O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) criticou o governo Lula e a forma como os programas sociais do governo federal são implementados. "Programas sociais existem no mundo inteiro. Agora, o que presenciamos no Brasil hoje é uma farra dos programas sociais com fins eleitoreiros. O governo Lula, sobretudo o próprio Lula, é um populista que aumentou, só nos últimos três anos e meio, em 30% os programas sociais. São programas que têm entrada e não têm saída. Nós precisamos entregar saídas para a população sofrida, que precisa de saídas. Chega de esmola. Vamos achar oportunidade para melhorar a condição de vida do povo gaúcho e brasileiro. Por isso eu vou para o Senado para mudar esse quadro", afirmou Ubiratan Sanderson. Os candidatos também debateram outros temas, como combate a privilégios, reforma administrativa, combate a facções criminosas, economia em regiões de fronteiras, pacto federativo e gestão de impostos. As regras do debate: No primeiro bloco, os candidatos tiveram 1 minuto para se apresentar à população. No segundo bloco e no terceiro bloco, candidato perguntava para candidato, com tema livre. O quarto bloco foi destinado às considerações finais. VÍDEOS: Tudo sobre o RS